sábado, 7 de abril de 2018

Deep Colaboration


Explorando o conceito apresentado por Andy Hargreaves

Colaboração profunda, uma colaboração que tem impacto e é integradora. Uma ação que é pensada, construída, refletida em conjunto pelos diversos intervenientes, fazendo assim a diferença nos resultados obtidos pelos alunos.

O individualismo, o imediato e o conservadorismo são 3 aspetos de uma relação funcional, com grande interação de uns com os outros e um reforço mutuo entre eles, que tem levado a resultados que são cada vez mais negativos.

Se queremos mais inovação, mais empenho dos alunos, mais coisas em que os alunos estão interessados, melhores resultados de aprendizagem temos que diminuir o individualismo e o conservadorismo e aumentar a colaboração, entre professores, entre escolas, a nível regional e nacional.  

Comunidades de aprendentes ao nível dos alunos, ao nível dos professores e ao nível das escolas/organização, todos estes grupos devem desenvolver grupos de colaboração com o intuito de aprender, de aprender uns com os outros, de aprender com a pesquisa efetuada, de refletir em conjunto por forma a alcançar uma melhor solução, um maior conhecimento.

 Temos que pensar como uma comunidade, uma comunidade que quer o bem dos outros, que se preocupa com os outros, que quer a aprendizagem dos alunos e para isso age como uma comunidade, uma comunidade de aprendizagem, uma comunidade profissional de aprendizagem

Mais existem dois tipos de ameaças a esta comunidade, uma interior e outra exterior. A interior vem da pressa que alguns elementos têm em construir essa colaboração, não se refletindo sobre os assuntos, e também de os dados serem sobrevalorizados por si só, o que leva os intervenientes a perdem o foco nas pessoas. A exterior vem de quem efetivamente não está interessado em colaborar, estão interessados no individualismo, estão interessados na separação dos professores, das escolas, pretendem que os professores e as escolas sejam autónomos, tão autónomos que deixa de existir apoio e ajuda entre eles, deixa de haver colaboração, deixa de existir aprendizagem. Assim, a avaliação dos indivíduos passa a ser isolada, baseada num teste, num sistema que fomenta a competição uns com os outros e que rejeita aqueles que tem os piores resultados.

O que necessitamos são de comunidades que se apoiem, se auxiliem, se suportem uns aos outros por forma a se tornarem mais fortes, mais empenhadas em aprender, em investigar, em alcançar os melhores resultados, precisamos de comunidade de aprendizagem profissional, precisamos de colaboração profunda entre os professores.



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