Explorando o conceito apresentado por Andy Hargreaves
Colaboração
profunda, uma colaboração que tem impacto e é integradora. Uma ação que é pensada, construída, refletida em conjunto pelos diversos intervenientes,
fazendo assim a diferença nos resultados obtidos pelos alunos.
O individualismo,
o imediato e o conservadorismo são 3 aspetos de uma relação funcional, com
grande interação de uns com os outros e um reforço mutuo entre eles, que tem
levado a resultados que são cada vez mais negativos.
Se queremos mais inovação,
mais empenho dos alunos, mais coisas em que os alunos estão interessados,
melhores resultados de aprendizagem temos que diminuir o individualismo e o
conservadorismo e aumentar a colaboração, entre professores, entre escolas, a
nível regional e nacional.
Comunidades de
aprendentes ao nível dos alunos, ao nível dos professores e ao nível das escolas/organização,
todos estes grupos devem desenvolver grupos de colaboração com o intuito de
aprender, de aprender uns com os outros, de aprender com a pesquisa efetuada, de
refletir em conjunto por forma a alcançar uma melhor solução, um maior
conhecimento.
Temos que pensar como uma comunidade, uma
comunidade que quer o bem dos outros, que se preocupa com os outros, que quer a
aprendizagem dos alunos e para isso age como uma comunidade, uma comunidade de
aprendizagem, uma comunidade profissional de aprendizagem
Mais
existem dois tipos de ameaças a esta comunidade, uma interior e outra exterior.
A interior vem da pressa que alguns elementos têm em construir essa
colaboração, não se refletindo sobre os assuntos, e também de os dados serem sobrevalorizados
por si só, o que leva os intervenientes a perdem o foco nas pessoas. A exterior
vem de quem efetivamente não está interessado em colaborar, estão interessados no
individualismo, estão interessados na separação dos professores, das escolas,
pretendem que os professores e as escolas sejam autónomos, tão autónomos que deixa de existir
apoio e ajuda entre eles, deixa de haver colaboração, deixa de existir aprendizagem.
Assim, a avaliação dos indivíduos passa a ser isolada, baseada num teste, num
sistema que fomenta a competição uns com os outros e que rejeita aqueles que tem
os piores resultados.
O que necessitamos
são de comunidades que se apoiem, se auxiliem, se suportem uns aos outros por
forma a se tornarem mais fortes, mais empenhadas em aprender, em investigar, em
alcançar os melhores resultados, precisamos de comunidade de aprendizagem
profissional, precisamos de colaboração profunda entre os professores.
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