quarta-feira, 25 de abril de 2018

Avaliação das Aprendizagens

Domingos Fernandes responde a várias perguntas feitas numa entrevista 

"do Mestrado na área das Ciências da Educação, Especialização em Supervisão Pedagógica. Resposta à pergunta: "A Doutora Maria do Céu Roldão afirma que não existe em Portugal uma cultura de avaliação. Diz ainda que a institucionalização dos procedimentos por parte das escolas e a ausência de análise interna criam rotinas que se destinam a ser facilitadoras da prática, mas que acabam por se transformar elas próprias num fim e não em instrumentos para se chegar à avaliação que se pretende. Que comentários lhe merece esta afirmação?" (Rui Gouveia, 2011)




"Resposta à pergunta: "Que características particulares terá a avaliação que, apesar de estar tão presente nas nossas decisões diárias, a tornam tão controversa na educação (segundo Santos, L. Roldão, M.C. Alves, P. & Machado, E. entre outros)? Que mudanças implementaria na formação de base dos professores?"" (Rui Gouveia, 2011)



"Resposta à pergunta: "Os quadros de referentes da avaliação das aprendizagens repartem-se por competências, objectivos e, recentemente, metas de aprendizagem. Em sua opinião, quais as principais diferenças entre competências, metas e objectivos? Que consequências isso acarreta para as práticas avaliativas?"" (Rui Gouveia, 2011)



continua

segunda-feira, 16 de abril de 2018

What’s Education For



A ideia que o vídeo apresenta para a criação de um sistema de educação capaz de preparar os alunos para a sua vida como adulto trará grandes alterações ao sistema atualmente em implementação, pelo menos se olharmos para a realidade portuguesa.
Por um lado, o sistema atual não põe uma tónica tão forte no sistema capitalista, diria mesmo que não lhe dá sequer o espaço devido, tendo em atenção que é esse o sistema económico e organizacional que o país segue. Por outro lado, o sistema que está a ser implementado dá atenção quer ao estudo do eu, quer ao estudo do relacionamento interpessoal. A questão é que eles não estão no centro do ensino e aprendizagem, são muitas das vezes trabalhados de forma isolada e virados para a teoria e não para a praxis.

Do vídeo pôde igualmente aperceber-me da ideia de transversalidade que o currículo deve ter, o ensino aprendizagem focado nos problemas que a vida nos coloca no presente e no futuro e a partir dai desenvolver os conceitos necessários para dar resposta a estes problemas. Esta ideia de um currículo essencialmente transversal, caso seja implementada será uma rutura com o sistema atual, pelo menos aquele que é aplicado na maioria das escolas portuguesas.
Uma outra ideia que vem de certa forma contrariar o status atual é o da aprendizagem ao longo da vida, aqui o vídeo ao apresentar esta ideia vai muito mais além do que é o conceito atualmente em voga de formação continua, ele introduz a ideia de que a formação de cada um de nós é “única”, ou seja não existe formação inicial e formação continua existe apenas formação que se prolonga no tempo e que nos acompanha ao longo da nossa vida.

sábado, 7 de abril de 2018

Deep Colaboration


Explorando o conceito apresentado por Andy Hargreaves

Colaboração profunda, uma colaboração que tem impacto e é integradora. Uma ação que é pensada, construída, refletida em conjunto pelos diversos intervenientes, fazendo assim a diferença nos resultados obtidos pelos alunos.

O individualismo, o imediato e o conservadorismo são 3 aspetos de uma relação funcional, com grande interação de uns com os outros e um reforço mutuo entre eles, que tem levado a resultados que são cada vez mais negativos.

Se queremos mais inovação, mais empenho dos alunos, mais coisas em que os alunos estão interessados, melhores resultados de aprendizagem temos que diminuir o individualismo e o conservadorismo e aumentar a colaboração, entre professores, entre escolas, a nível regional e nacional.  

Comunidades de aprendentes ao nível dos alunos, ao nível dos professores e ao nível das escolas/organização, todos estes grupos devem desenvolver grupos de colaboração com o intuito de aprender, de aprender uns com os outros, de aprender com a pesquisa efetuada, de refletir em conjunto por forma a alcançar uma melhor solução, um maior conhecimento.

 Temos que pensar como uma comunidade, uma comunidade que quer o bem dos outros, que se preocupa com os outros, que quer a aprendizagem dos alunos e para isso age como uma comunidade, uma comunidade de aprendizagem, uma comunidade profissional de aprendizagem

Mais existem dois tipos de ameaças a esta comunidade, uma interior e outra exterior. A interior vem da pressa que alguns elementos têm em construir essa colaboração, não se refletindo sobre os assuntos, e também de os dados serem sobrevalorizados por si só, o que leva os intervenientes a perdem o foco nas pessoas. A exterior vem de quem efetivamente não está interessado em colaborar, estão interessados no individualismo, estão interessados na separação dos professores, das escolas, pretendem que os professores e as escolas sejam autónomos, tão autónomos que deixa de existir apoio e ajuda entre eles, deixa de haver colaboração, deixa de existir aprendizagem. Assim, a avaliação dos indivíduos passa a ser isolada, baseada num teste, num sistema que fomenta a competição uns com os outros e que rejeita aqueles que tem os piores resultados.

O que necessitamos são de comunidades que se apoiem, se auxiliem, se suportem uns aos outros por forma a se tornarem mais fortes, mais empenhadas em aprender, em investigar, em alcançar os melhores resultados, precisamos de comunidade de aprendizagem profissional, precisamos de colaboração profunda entre os professores.