quinta-feira, 30 de novembro de 2017


A Finlândia  continua na vanguarda da inovação escolar, eles tem coragem para romper com os velhos paradigmas, e nós quando é que ousamos dar este passo?



A inovação curricular na Finlândia 


domingo, 26 de novembro de 2017

Sistemas Educativos - para onde vamos

Os atuais sistemas educativos estão a ser constantemente questionados, pelos alunos que não percebem porque tem de aprender aqueles conteúdos, pelos professores que não percebem a evolução do sistema e porque os alunos não estão interessados em aprender, pela escola que não percebe que tem de vivenciar o contexto onde se insere, pelos decisores políticos que estão focados principalmente nos custos do sistema e na prestação de contas que tem de fazer ao eleitorado e pela sociedade civil que por um lado questiona porque o sistema não evolui de forma a acompanha-la e por outro lado questiona e coloca em causa todas as propostas de evolução. 

Esta situação deve-se ao facto de estarmos numa mudança de era civilizacional, saindo da era moderna e iniciando a era digital, a era da cibercultura. Os sistemas atuais, os decisores, os professores e a sociedade estão maioritariamente ainda na era moderna, mas os alunos e uma boa parte da sociedade já está na era da cibercultura, assim temos aquilo que podemos designar por um choque de paradigmas que é gerador de conflitos constantes, que irão diminuindo com o avançar do tempo e com o consequente incremento de pessoas nascidas e formadas nesta nova era.

Temos assim, sistemas educativos pensados e organizados na era moderna, baseados em 3 vetores, o da seletividade, o da homogeneidade e o da funcionalidade. Os diversos sistemas não se baseiam todos no mesmo vetor, por exemplo, o sistema germânico valoriza o vetor da funcionalidade por forma garantir a interligação ao sistema económico, o sistema escandinavo valoriza o vetor da seletividade por forma a propiciar uma escola com iguais oportunidade para todos, que privilegia o desenvolvimento e a felicidade da criança, o sistema anglo-saxónico que se centra no desenvolvimento da criança e que para tal advoga um ensino individualizado e com percursos flexíveis e o sistema do tipo latino-mediterrânico que se foca no vetor da homogeneidade, fundado em normativos, com um tronco comum, mais ou menos extenso, onde gravitam à sua volta diversas opções de percursos, mais ou menos complexos.

Deste modo, são as respostas do mundo passado, com os seus paradigmas, que estão a ser operacionalizadas e não as respostas para o novo mundo, para os novos paradigmas, que temos pela frente. Há que olhar para o futuro e identificar o que é que vai ser valorizado,
Figueiredo (2016) diz-nos que "Neste novo mundo, onde todos competem com todos, sem fronteiras, a capacidade de cada um para criar valor, com empenho e iniciativa, passou a ser um fator crítico de sucesso." Deverá ser este então o caminho que os sistemas educativos tem de seguir, sistemas que se foquem no desenvolvimento de competências dos alunos que lhes possibilitem criar valor, terem iniciativa e serem empenhados.

Para tal, o novo sistema educativo tem de se apropriar das tecnologias digitais, entrar na era da cibercultura, está apropriação não visa a mera introdução do digital nos métodos e técnicas pedagógicos usados, visa sim o desenvolvimento de novos métodos e de novas técnicas onde o virtual está integrado, a utilização do espaço virtual informal como um meio de aprendizagem, o estabelecimento de novos canais de comunicação entre a escola, os pais e encarregados de educação, os professores, os alunos e acrescentaria aqui os cientistas e as universidades como produtoras de conhecimento, as bibliotecas e os museus como guardiões do conhecimento, outras escolas da sua região e do seu país, mas também escolas de outros países possibilitando e potenciado a comunicação, a interação, a troca de costumes, saberes e valores de forma a desenvolver a interculturalidade com o objetivo de formar pessoas tolerantes, respeitadoras das diversidades, dinâmicas, criativas e empenhadas. 

No entanto, para que o sistema funcione temos que encarar de igual forma e com iguais princípios a formação de professores e de outros profissionais ligados à escola e ao sistema educativo, pois se eles não forem dotados de competências nestas áreas dificilmente conseguiram desenvolve-las nos alunos ou pensar um sistema que seja facilitador deste desenvolvimento.

A escola desta forma, mantendo-se nas suas fronteiras físicas liberta-se delas, e torna-se numa escola global.   


Imagens da internet

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Uma das pessoas com mais propriedade para falar sobre inovação na Educação é o professor José Pacheco, ouvi-lo é sempre um criar de novas oportunidades para mudarmos, para inovarmos, para sermos cada vez mais competentes como professores. Neste vídeo José Pacheco fala-nos centrando-se na realidade brasileira, mas creio que o mesmo se passa em Portugal. 

 

domingo, 19 de novembro de 2017

O que é a cibercultura? O que é a inteligência coletiva? 

Vejamos o que nos fiz Pierre Levy, filosofo francês e se tem dedicado à investigação destes conceitos.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

quarta-feira, 15 de novembro de 2017


" O bom professor do século XXI assumirá, seguramente, para além das muitas e valiosas funções que tem vindo a desempenhar ao longo dos tempos, a nobre função de se transformar num agente chave de transformação cultural"
António Dias de Figueiredo (2016)

domingo, 5 de novembro de 2017

Ferramentas do presente para o ensino do futuro


Uma das chaves para o sucesso da aprendizagem ao longo de toda a vida, seja ela formal ou informal, é ser um ensino e aprendizagem de vanguarda, ou seja, um ensino que recorre não só aos métodos e técnicas tradicionais mas um ensino e uma aprendizagem que se utiliza as últimas tecnologias ao seu dispor, que faz delas a sua principal sustentação.    

Assim todo o potencial do mundo digital deve ser trazido para a aprendizagem, e uma ferramenta como a internet é com certeza uma das mais úteis, poderosas, interativas, moldáveis, adaptáveis, colaborativas e prazeirosas que temos ao nosso dispor.

Com ela nós facilmente centramos a aprendizagem no aluno, vamos ao encontro dos gostos e interesses do aluno e ao mesmo tempo que desenvolvemos no aluno todas as competências (pesquisar, analisar, refletir criticamente, produzir textos reflexivos...) que ele necessita para o seu presente e futuro.

No entanto, cabe ao professor, no papel de facilitador, dinamizador e orientador destas aprendizagens levar os seus alunos a explorar todas as potencialidades desta ferramenta de forma correta. O professor tem de encarar este potencial como uma ferramenta pedagógica, até mesmo como uma nova pedagogia e não como algo que lhe é imposto, algo que utiliza como um recurso do passado. Para que tal aconteça é necessário que o próprio professor adquira competências nesta área, para tal é necessário que a formação que que lhe é disponibilizada incorpore estas competências, por exemplo, sendo toda desenvolvida em ambiente de internet ou ambiente misto (presencial e internet).

Deixo-vos com o Prof. Pedro Demo, autor brasileiro que aprecio muito e especialista nesta área. 


sábado, 4 de novembro de 2017

Do nascimento até à morte: Aprender, aprender, aprender

Voltando à questão do desafio que a educação enfrenta na preparação de crianças e jovens para a sociedade do amanhã, a atual sociedade, recorrendo à imaginação humana, deve ser capaz de antecipar as novas tecnologias, na sequência do que Delors (1996) expôs. Se, por exemplo, regressar-mos à obra literária de Júlio Verne, encontraremos imensos exemplo de como a imaginação humana foi capaz de antecipar o futuro, pelo que estou certo de que continuaremos a ter sucesso nesta tarefa.

Mas para se conseguir está visão do futuro, o homem tem de estar cada vez mais preparado, mais formado, com mais amplas e aprofundadas competências, para isso a educação tem de deixar de estar ligada às crianças e jovens e a formação aos adultos, o sistema tem de se unificar tornando-se numa verdadeira educação ao longo de toda a vida, uma educação não para crianças, jovens e adultos mas sim uma educação para o homem desde que nasce até que morre. Como Delors (1996) refere a sociedade tem de ser "Uma sociedade educativa". Nesta nova sociedade cada vez mais a educação formal e informal se interligam, em que esta última é devidamente valorizada, creditada, reconhecida e acarinhada, pois, por exemplo, é neste âmbito que o "pilar Aprender a fazer" encontra um grande suporte.      

De igual modo, os pilares "Aprender a ser" e Aprender a viver juntos" são largamente influenciados pela aprendizagem informal, pois nós vivemos com os outros diariamente, nós diariamente vivemos com o nosso ser, enfrentando as nossas angustias, medos, receios, derrotas, mas igualmente as nossas alegrias, vitórias, conquistas e sucessos o que nos leva a uma aprendizagem constante. 

Temos igualmente que olhar para o tipo de oferta da educação formal (inicial ou continua), ela tem que ser repensada na lógica de uma ser uma parte de um processo de educação e não, como atualmente acontece na maior parte dos países e respetivos sistemas educativos, em ser todo o processo.  




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Uma ideia para o ensino que nos prepara para o futuro

Para uma escola que se quer capaz de responder aos desafios futuros e que para tal forma jovens criativos, com iniciativa, engenhosos, inovadores, dinâmicos, respeitadores dos valores humanos e sociais temos que ter uma escola que rompa com o modelo em voga e se funde em novos elementos, que de forma breve elenco a seguir: 
- o centro do processo educativo é a criança;
- o processo educativo baseia-se na experimentação, na descoberta;
- o ensino foca-se em fazer que a criança aprenda a aprender;
- o ensino não está fechado na sala de aula, ele explora a natureza, o meio urbano, os meios físicos e digitais e os saberes e competências acumulados pelas gerações mais velhas; 

- o amor é o sentimento central no processo e dele emanam todos os outros sentimentos e valores, tais como o respeito, a tolerância, a partilha, a ajuda, a compreensão, a igualdade, a democracia;
- a família é um elemento chave da aprendizagem da criança e do jovem e como tal, a sua participação na escola tem que ser efetiva, tem de ser integrada no processo de ensino e aprendizagem.
É desta forma que o Liceu Nacional de São Tomé e Príncipe nos recebe.