No vídeo que partilho convosco Maxine Greene reflete sobre a importância da Imaginação para todo o processo de ensino e aprendizagem, que sem Imaginação não vamos alcançar verdadeiramente uma aprendizagem significativa se não formos capaz de ver para além do que está por trás de um texto, de um quadro, de uma janela, de uma realidade.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Da Regulação à Avaliação dos Sistemas Educativos
As organizações, desde a mais pequena e simples à maior e
mais complexa, tem a preocupação de olhar para si e de se pensar se está a
atingir a sua missão, se os seus objetivos estão a ser alcançados, se o modo
como esta a funcionar, a sua orgânica é a mais adequada para os objetivos
delineados. Nesta preocupação das organizações temos subjacentes dois conceitos
fundamentais, o de regulação e o de avaliação. Iremos assim numa primeira parte
deste texto refletir sobre o processo regulador na educação onde para além do
conceito em si nos debruçaremos sobre os diversos modos de exercer essa regulação.
Na segunda parte do texto apresenta-se o conceito de avaliação e a sua aplicação
em termos de sistema educativo e daremos conta de alguns tipos de sistemas de
avaliação representativos de diversas realidades.
A Regulação dos sistemas
educativos
O dicionário Aurélio define regulação como “ato ou efeito de
regular(-se)” e regular como “sujeitar a regras, dirigir, estabelecer ordem,
conter, moderar, aferir”.
Barroso (2005) sita Dieblot (2001) para nos apresentar a
regulação como “(...) o conjunto de mecanismos que asseguram o desenvolvimento
dum determinado sistema, através de um processo complexo de reprodução e
transformação”, perante estas definições temos que qualquer tipo de
procedimento, que qualquer definição da estrutura ou de operacionalização
estamos a regular, ora, deste facto advém uma questão que é a dos atos de
regulação se tornarem avulsos e desenquadrados das ideias gerais.
Quando se fala em regulação associamos normalmente esta
função ao Estado, pois este é a fonte da grande maioria de normas e regras, a
que se junta uma perspetiva reformadora e modernizadora da função pública por
forma a desmantelar o emaranhado de processos burocráticos que se foram
instituindo fruto de medidas avulsas.
A Educação não foge a este paradigma e encontra-se
envolvida num manto burocrático, que o Estado tenta romper com novas
regulamentações, estas com uma perspetiva global e integrada, como é a Lei de Bases
do Sistema Educativo, mas que em diversas situações se vê contrariado quer por
normativos por si emitidos posteriormente quer pelo próprio aparelho da
administração pública que “boicota” muitas das medidas, ou apenas por inercia
do próprio sistema (Ramos).
Mas, atendendo ao conceito de regulação não a podemos ver
como algo exclusivo do Estado, existem outros intervenientes na Educação que
regulam igualmente o sistema como os professores, os pais e encarregados de
educação, instâncias internacionais e nacionais (por exemplo a UNICEF e o
Conselho Nacional de Educação) e as associações sindicais, patronais e
empresariais, são alguns dos atores que maior influência reguladora tem no
sistema (Barroso, 2005). Estes atores atuam sobre o sistema de forma a
defenderem os seus interesses e os seus pontos de vista e em algumas vezes são
mesmo eles que condicionam os resultados, é nesse sentido que Bauby (2002) diz
que “a regulação de um grupo social corresponde, assim, às interacções entre os
interesses particulares de cada componente do grupo e o interesse comum ou geral
do mesmo” (em Barroso, p.6). Assim, este processo de regulação ocorre em
diversos momentos, com intervenientes diferentes e com capacidade reguladora
diferente, identificam-se três momentos, um que ocorre antes da
operacionalização, outro que ocorre durante e um terceiro que acontece depois
da operacionalização.
O primeiro momento, designado por Mehel como pré-regulação e
aquele onde o Estado assume um papel mais forte, aqui podemos ir desde um
Estado centralizador e burocrático, que tudo define, que assume-se como regulador,
operacionalizador e avaliador, até um Estado regulador, onde este dinamiza a
criação de entidades autónomas para assumirem diversos papeis, tais como os de
avaliação do sistema ou os de criação e estruturação do sistema, neste caso
temos um Estado voltado para os resultados e apostado no poder regulador que a
criação de uma quase-mercado tem (Barroso, 2005). A tendência atual é para um
equilíbrio destas duas posições, tendo-se verificado nos países com tradição
reguladora um acréscimo da intervenção do Estado, por exemplo a criação de um
corpo curricular nacional igual para todos e que faz parte do currículo que as instituições,
dentro da sua autonomia, definem como currículo. Já nos países de tradição
centralizadora temos vindo a assistir por um lado ao estado a auscultar e
consultar os diversos atores com a institucionalização de órgãos de consulta ou
de aconselhamento, bem como a passar para outras entidades algumas das suas
funções num processo de descentralização e de desconcentração, podemos dar o
exemplo da autonomia que foi dada às escolas para a gestão do currículo e da
autonomia financeira, bem como a passagem de diversas competências de ordem administrativa
para as regiões e autarquias.
Segundo Barroso (2009) “assiste-se a um recuo das teorias
mais radicais do neoliberalismo e à emergência de propostas alternativas que vão
no sentido de procurar um equilíbrio entre o “Estado” e o “mercado”, ou mesmo
no sentido de superar esta dicotomia pela reactivação de formas de intervenção
sócio-comunitária na gestão da coisa pública”.
Durante a operacionalização temos aquilo que Mehel designa
por “co-regulação” (Barroso, 2009) é neste momento que os outros atores têm
grande intervenção, ao cumprirem na integra ou não as diretivas emanadas, ao
questionarem e na forma como as questionam estas medidas, na forma como reagem às
medidas e aos resultados obtidos nos diversos processos avaliativos de alunos,
professores e escolas.
O último momento regulador que Mehel designa por “pós-regulação”
(Barroso, 2009) é um momento onde se adotam medidas conjunturais com vista a
corrigir e adaptar o sistema aos objetivos preconizados e cujas medidas não
estavam a surtir efeito ou o efeito não era o suficiente para alcançar as metas
fixadas.
Avaliação do Sistema
Educativo
Segundo Roggero (2002) a avaliação desenvolve-se na esfera pública
devido ao aumento crescente de legitimação e eficiência das ações por si
desenvolvidas e refere que a avaliação consiste “em apreciar a eficácia de uma
política, comparando seus resultados aos objetivos assinalados e aos meios
disponíveis”. Ao introduzirmos este conceito na Educação deparamo-nos com uma diversidade
de situações, o conceito em si é simples e aparenta facilidade de aplicação mas
não nos esqueçamos que ele tem origem no meio económico onde os objetivos são
facilmente quantificáveis e os indicadores são simples e é fácil recolher os
dados para os construir, bem como os fatores que afetam estes objetivos são
normalmente identificados e quantificados com facilidade, na educação estamos
na esfera social, aqui deparamo-nos em diversos pontos com alguma dificuldade
em quantificar os objetivos, a construção de indicadores é em muitas situações
bastante complexa e a existência de fatores de influência é em algumas
situações tão complexa que se torna extremamente difícil quantificar o peso cada
um deles.
Atendendo a todas estas situações à volta da avaliação na Educação
a que somamos as diversas formas que o Estado assume em relação ao seu papel
compreende-se facilmente que os modelos que surgem para Avaliar a Educação são inúmeros
e bastante diferenciados um dos outros. Roggero (2002) apresenta 3 exemplos por
os considerar bastante significativos da diversidade de modelos em voga na Europa,
são eles o modelo “concorrencial inglês”, o “de “interesse geral” francês” e o “finlandês
– compromisso entre a eficácia e a igualdade”.
O sistema inglês fomenta a concorrência entre escolas e entre
alunos com o intuito de criar uma “cultura da avaliação” (Roggero, 2002) forte
que alinha com a conceção neoliberal que é aplicada na condução das politicas
económicas. Assim, o Estado constituiu dois organismos independentes com funções
de avaliação do sistema, um encarregado de adjudicar e controlar a inspeção das
escolas e outro encarregue da definição dos programas e das avaliações externas
sejam elas sumativas ou formativas.
O sistema francês é bastante centralizado, sendo o estado
que assume a avaliação do sistema através de dois organismos, um que se ocupa
da avaliação profissional dos professores e das formações e outro que avalia as
escolas e os departamentos do ministério. Ambas estas avaliações são de caráter
qualitativo e defendem a escola como um espaço único em termos nacionais por
forma a que os cidadãos sejam formados nos mesmos princípios éticos, sociais e
culturais. Juntam-se a estes mais dois organismos, um com a função de avaliar
quantitativamente o sistema com base na informação estatística recolhida e
outro independente com a atribuição de elaborar estudos sobre o sistema
avaliativo.
Na Finlândia o sistema reveste-se de contornos bastante
diferentes, primeiro porque existe um grande empenho na avaliação, esta existe
em todos os níveis do ensino, mas assenta em processos auto avaliativos dos
professores, das escolas e das entidades externas levando em conta o contexto
de cada escola. Temos assim um sistema de avaliação onde
“é possível articular os níveis da avaliação no seio das
mesmas grelhas de avaliação. A avaliação responde, ao mesmo tempo, a uma
demanda de transparência e de informação sobre o sistema educativo, emanando
das famílias, das empresas e das coletividades públicas, e a uma necessidade de
‘pilotagem’ e de regularização sentida pelos próprios atores educativos” (Roggero,
2002)
com o intuito de que o sistema seja o mais igualitário e
equitativo possível.
Nestes últimos anos tem vindo a ganhar relevo as avaliações
internacionais, como os testes PISA e TIMMS, onde se pretende avaliar as
competências adquiridas pelos alunos em várias áreas, estes testes permitem uma
análise comparativa entre as competências que os alunos dos diversos países adquiriram
e por este meio comparar os sistemas educativos desses países, se por um lado
as ilações que os diversos estados podem retirar sobre o seu sistema são muito
grandes e benéficas para o próprio sistema por outro os testes não atendem às
diversas realidades culturais e aos diversos contextos onde é aplicado e por
esse motivo há que olhar para estes resultados com um olhar critico e
reflexivo.
Referências Bibliográficas
Barroso, J. (2005, out.). O estado, a educação e a regulação das políticas públicas.
Campinas: Educ. Soc. Disponível em : http://www.cedes.unicamp.br
.
Ramos, C (sd). Regulação
dos sistemas educativos – o caso português.
Roggero, P (2002, dez.). Avaliação
dos sistemas educativos nos países da União Européia: de uma necessidade
problemática a uma prática complexa desejável. Brasil: Eccos Revista
cientifica. Disponível em:
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Pensando
"a ideia fantasiosa de que as comunidades nacionais se baseiam na hipersemelhança vingou", assim como progrediu a "ideia de que a homogeneidade cultural pode contrabalançar os efeitos antissociais da desigualdade social e econômica"
Pacheco (2009) sitando Gilroy(2007)
Ao ler um artigo de Pacheco deparei-me com esta frase, ela surge na argumentação ma defesa de uma teoria curricular de instrução, em que é defendida "uma educação nacional" e "uma política do cuidado" (2009) mas o que me fez trazer para aqui esta frase não é esta teoria nem este argumento mas sim todas as situações a que podemos associar esta ideia e que nos rodeiam constantemente no mundo de hoje.
Não é minha intenção apresentar-vos aqui os meus pensamentos, aquilo que pretendo que que cada um retire para si as ilações que advém desta frase, pela minha parte cada vez que a volto a ler uma nova perspetiva abre-se a minha frente.
sábado, 20 de janeiro de 2018
Refletindo
"o conhecimento é aquele estado mental do homem que coincide com o que as coisas são"
Ortega y Gasset, (2001) em Pacheco (2009)
A pergunta que se impõe é, já atingi este estado mental? O meu conhecimento já coincide com as coisas? Não tenho uma resposta para estas questões, tenho uma diversidade de respostas, pois para cada tema, para cada assunto, ao fim ao cabo para cada conhecimento, sinto-me mais próximo ou mais afastado deste estado final.
Pergunto-me se alguma vez atingirei este estado mental? se alguma vez atingirei o conhecimento? A resposta volta a ser dúbia, não me reveja como um sábio, seja lá o que isso possa ser nos dias atuais, se é que poderemos considerar possível que atualmente alguém possa ser considerado um sábio. Esforço-me para ir construindo este conhecimento, pelo menos em relação às questões que me interessam ou me preocupam, procurando informação, observando os acontecimento, pesquisando, experimentando, escutando, ficando em silencio, falando e refletindo e com isto posso afirmar que me sinto mais ponderado, mais maduro, mais equilibrado, mais conhecedor, mais próximo da verdade.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Repensar o modelo da Educação
Volto a este tema pela importância que ele tem para a Educação, e para tal apresento mais um vídeo de Ken Robinson sobre este tema por diversos motivos, o primeiro que invoco é a forma clara como expõe as suas ideias, as metáforas que utiliza são muito ricas, claras e imaginativas. Mas mais importante que a sua capacidade argumentativa são as suas ideias, neste video volta a expor-nos a necessidade de reformar os sistemas de educação, no sentido de os tornar mais próximos dos alunos, menos homogeneizados, mais criativos e capazes de potenciar as capacidades de aprendizagem dos alunos em vez de a castrar, que é o que se passa atualmente, sistemas que tenham em atenção o que deve ser ensinado, o que os alunos querem aprender, quando querem aprender e por que o querem aprender.
domingo, 14 de janeiro de 2018
Testes PISA - O que são e para que servem
Nesta última década temos ouvido falar com bastante frequência no PISA, alguém mais distraído ainda pode pensar que se fala de algo para comer ou da cidade italiana. Na verdade estamos a falar de testes internacionais de avaliação de competências que os alunos adquiriram e são promovidos pela OCDE.
Estes Testes pretendem ajudar os países a identificar as fragilidades nos sistemas educativos, promovem uma educação de qualidade e dão pistas para a atividade letiva dos professores e para as linhas a serem reforçadas na sua preparação.
O vídeo que aqui partilho dá-nos uma boa imagem do que são os Testes PISA.
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
OS TRILHOS DA EDUCAÇÃO NA COMUNIDADE EUROPEIA
A Comunidade Europeia desde a sua fundação tem dado atenção
às questões da Educação e Formação, o Tratado de Roma consagra esta preocupação
ao fazer referência às necessidades de formação dos cidadãos europeus por forma
a se alcançar melhores níveis de vida e combater as desigualdades. Esta aposta
na formação esteve sempre presente na instituição europeia, tendo, no entanto,
vindo a alargar o seu âmbito e os seus objetivos. Recordamo-nos dos avultados
fundos europeus que Portugal recebeu na década de 80 do século passado, no seu
processo de adesão à Comunidade, que se destinaram à formação profissional dos
cidadãos.
No final da década de 80 do século XX é lançado o programa
Erasmus, com ele a Comunidade pretende fomentar o desenvolvimento de uma
cidadania europeia, abrindo mais portas à livre circulação de pessoas, os
estudantes universitários tinham com este programa a possibilidade de
frequentarem durante 1 ou 2 semestres uma Universidade de outro pais e integrarem
este(s) semestres no seu curso. A Comunidade continuou a trilhar o seu percurso
de criação de um espaço europeu de educação e formação, são lançados programas
como o Leonardo da Vinci destinado a proporcionar aos cidadãos europeus uma
formação de excelência num pais que não o seu de origem, o programa Grundtivig destinado
a dar uma segunda oportunidade aos cidadãos que não tiveram a possibilidade de
concluir a sua educação/formação e o programa Comenius que lançava a cooperação
entre as escolas dos diversos países da comunidade. Neste conjunto de programas
salienta-se um fio condutor, o do desenvolvimento da consciência europeia, a
criação de uma cidadania europeia, respeitadora das diferentes culturas e nacionalidades,
mas valorizadora de uma identidade comum. Um outro fio condutor que se
identifica é o conceito de Educação ao Longo da Vida, pois os diversos
programas somam-se e abrangem toda vida do cidadão.
Com o lançamento da Estratégia de Lisboa (2000), a Educação
e a Formação assumem um papel ainda mais relevante, pois são considerados
elementos fulcrais para o sucesso desta Estratégia, que pretendia levar a
Europa a ultrapassar os desafios colocados pela globalização e atingir uma
sociedade baseada no conhecimento, para o qual o conceito de Educação ao Longo
da Vida é central. Não podemos deixar de ter presente que os sistemas de
educação continuam a ser responsabilidade dos vários países membros da
Comunidade Europeia pelo que esta tem tido um papel de ligação, dinamização e
harmonização das diversas politicas nacionais, para tal, e de forma a atingir
os objetivos fixados tem por um lado desenvolvido duas grandes linhas de
atuação, uma desenvolvendo recomendações e estudos ligados à Educação e
Formação e outra lançando programas de intercâmbio a vários níveis como forma de
por em campo muitas das recomendações produzidas.
São exemplos destas iniciativas a aprovação do programa para
a Educação e Formação 2010, a definição de objetivos para os sistemas de
educação e formação, o documento “Tornar o espaço europeu de aprendizagem ao
longo da vida uma realidade” que deu origens à Resolução do Conselho de 27 de
julho de 2002, a Recomendação do Parlamento Europeu e do Conselho de 18 de
dezembro de 2006 sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo
da vida, o documento de trabalho dos serviços da Comissão “Escolas para o
século XXI”. Foram igualmente revitalizados e organizados de uma forma
integrada os diversos programas da Comunidade dedicados à Educação e Formação,
o novo programa Erasmos+ foi alargado em abrangência e meios e passou a coordenar
os diversos subprogramas.
Paralelamente em 1999 foi assinado a Declaração de Bolonha
sobre a criação de um espaço único Europeu de Ensino Superior, que conta
atualmente com quase todos os países da Europa. A criação deste espaço reforça
as iniciativas da Comunidade Europeia visando: possibilitar aos cidadãos um
mais fácil reconhecimento das suas formações superiores dentro do espaço
europeu; facilitar a circulação das pessoas; promover a empregabilidade e a
competitividade do ensino superior europeu; aumentar a troca de experiencias e
saberes; potenciando-se assim a criação de uma consciência europeia e de uma
sociedade do conhecimento.
Na atualidade os desafios colocados à Comunidade Europeia
têm aumentado, o grande fluxo de migrantes vindos de África e do Médio Oriente,
a crise económica e financeira, o acelerar do desenvolvimento de uma sociedade
digital e o avolumar de tensões sociopolíticas tem colocado uma cada vez maior
pressão sobre os sistemas educativos e de formação europeus, onde cada vez é
mais relevante a necessidade destes sistemas terem em conta a
multiculturalidade crescente da sociedade europeia. Para fazer face a estes
problemas uma das principais respostas da Comunidade continua a ser a aposta na
Educação/Formação dos cidadãos de forma a dota-los de uma consciência europeia,
democrática, critica e reflexiva. Veja-se por exemplo o tema do programa
eTwinning lançado para o ano de 2016 “Developing active citizenship through eTwinning”
ou o relatório da Comissão Europeia “Preparing teachers for diversity: the role
of inicial teacher education” (2017) sobre a importância de formar professores
para a diversidade étnica e cultural.
Ganha assim, cada vez mais peso a necessidade de uma
Educação ao Longo da Vida, pois a vida dos cidadãos é cada vez mais mutável e
consequentemente a Educação/Formação inicial é cada vez mais insuficiente para
o cidadão conseguir ultrapassar todos os escolhos que lhe aparecem ao longo da
vida.
Sendo certo que os desafios a ultrapassar pela Comunidade
Europeia parecem cada vez maiores, também é certo que o percurso percorrido até
aqui é muito grande e com bons resultados, esta noção não é percecionada muitas
das vezes pelo cidadão europeu, pois este apenas tem uma visão do interior da
sociedade, os cidadãos de outros continentes ao olharem para a sociedade
europeia cada vez mais veêm nela uma referência civilizacional.
Referências Bibliográficas
Comissão das Comunidades Europeias. (2007). Documento de Trabalho dos serviços da
Comissão – Escolas para o século XXI. Bruxelas
Parlamento Europeu e Conselho da União Europeia. (2006). Recomendação sobre as competências
essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. Bruxelas: Jornal Oficial da União Europeia
PPMI. (2017).
Preparing Teachers for Diversity: the
Role of Initial Teacher Education – Final Report. Brussels: European
Commission
European
Schoolnet. (2016). Growing Digital
Citizens – Developing active citizenship trough eTwinning. Bruxelas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Declaração_de_Bolonha
[acesso em 1/01/2018]
Imagens da internet
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