sábado, 4 de novembro de 2017

Do nascimento até à morte: Aprender, aprender, aprender

Voltando à questão do desafio que a educação enfrenta na preparação de crianças e jovens para a sociedade do amanhã, a atual sociedade, recorrendo à imaginação humana, deve ser capaz de antecipar as novas tecnologias, na sequência do que Delors (1996) expôs. Se, por exemplo, regressar-mos à obra literária de Júlio Verne, encontraremos imensos exemplo de como a imaginação humana foi capaz de antecipar o futuro, pelo que estou certo de que continuaremos a ter sucesso nesta tarefa.

Mas para se conseguir está visão do futuro, o homem tem de estar cada vez mais preparado, mais formado, com mais amplas e aprofundadas competências, para isso a educação tem de deixar de estar ligada às crianças e jovens e a formação aos adultos, o sistema tem de se unificar tornando-se numa verdadeira educação ao longo de toda a vida, uma educação não para crianças, jovens e adultos mas sim uma educação para o homem desde que nasce até que morre. Como Delors (1996) refere a sociedade tem de ser "Uma sociedade educativa". Nesta nova sociedade cada vez mais a educação formal e informal se interligam, em que esta última é devidamente valorizada, creditada, reconhecida e acarinhada, pois, por exemplo, é neste âmbito que o "pilar Aprender a fazer" encontra um grande suporte.      

De igual modo, os pilares "Aprender a ser" e Aprender a viver juntos" são largamente influenciados pela aprendizagem informal, pois nós vivemos com os outros diariamente, nós diariamente vivemos com o nosso ser, enfrentando as nossas angustias, medos, receios, derrotas, mas igualmente as nossas alegrias, vitórias, conquistas e sucessos o que nos leva a uma aprendizagem constante. 

Temos igualmente que olhar para o tipo de oferta da educação formal (inicial ou continua), ela tem que ser repensada na lógica de uma ser uma parte de um processo de educação e não, como atualmente acontece na maior parte dos países e respetivos sistemas educativos, em ser todo o processo.  




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